6. Projeção do Fluxo de Caixa
O fluxo de caixa é construído a partir das informações relativas a todos os dispêndios e entradas de caixa projetados, assim como os dados já de conhecimento da empresa, como por exemplo, o valor de um aluguel ou de um recebimento ja confirmado.
Na elaboração do fluxo de caixa, as empresas, via de regra utilizam uma série de mapas auxiliares que servirão para o fechamento final do fluxo. A forma, consistência, periodicidade e relevância desses mapas auxiliares, dependerá do tipo da empresa e a sua complexidade operacional.
Existem duas formas básicas de elaboração do fluxo de caixa. A primeira forma, chamada de método direto, consiste em apresentar a partir de um saldo inicial, as entradas e saídas de caixa até a determinação do saldo final, sendo a forma mais utilizada de apresentação do fluxo de caixa.
A segunda forma, chamada de “Método do Lucro Ajustado” é baseada na projeção dos demonstrativos contábeis podendo ser utilizado por qualquer pessoa externa á empresa, como uma forma de análise dos resultados de caixa obtidos.
Por partir dos demonstrativos contábeis passados, na determinação dos efeitos no caixa das decisões tomadas no passado, ou da projeção desses demonstrativos, quando o objetivo for a projeção do fluxo de caixa, esta metodologia traz várias vantagens.
O exemplo a seguir, ilustra a forma de elaboração do fluxo de caixa de uma empresa pelo método direto, podendo ser utilizado, com as devidas alterações, para qualquer tipo de negócio.
Esse modelo é baseado na projeção do resultado da empresa e das variações dos elementos patrimoniais, obtidos respectivamente do balanço projetado e da demonstração de lucros e perdas projetado. Existem vários modelos utilizados para lucro ajustado. Optamos por utilizar o modelo desenvolvido por José Pereira da Silva, por ser bastante completo de fácil utilização.
Este modelo é reproduzido abaixo:
